PEQUIM (Reuters) - A polícia de Pequim tomará medidas
enérgicas para garantir a segurança da tocha olímpica em sua
chegada à cidade, nesta terça-feira, depois do ataque que
resultou em mortes em Xianjiang, região noroeste do país.
A tocha estará em Pequim três dias antes da cerimônia de
abertura dos Jogos, no clímax de uma jornada que conseguiu o
aplauso de multidões pela China, mas antes teve de driblar
protestos relacionados ao Tibet, direitos humanos e outros
temas polêmicos em trechos do revezamento realizados em outros
países.
Com a China especialmente alerta quanto à segurança depois
do ataque em Xinjiang, uma região mais atrasada (que resultou
na morte de 16 policiais de fronteira, na segunda-feira),
autoridades da capital avisaram moradores para ficar
preparados, porque a segurança exigirá medidas severas.
A mídia oficial informou que o ataque foi realizado por
militantes uighures que exigem a independência da região.
"Durante o revezamento da tocha por Pequim, a polícia irá
adotar medidas que assegurem a passagem sem maiores problemas",
informou a agência de notícias oficial Xinhua, na
segunda-feira.
"Essas medidas incluem controles temporários em cruzamentos
principais e estradas por onde a tocha será levada, dispersão
de multidões antes da passagem e mudanças de tráfego", diz o
comunicado.
Além das preocupações com violência, as autoridades
chinesas procuram assegurar que protestos pacíficos de cidadãos
descontentes não prejudiquem a passagem.
A tocha passará por locais históricos da capital entre
quarta e sexta-feira, chegando ao Estádio Ninho de Pássaro,
onde será acesa a pira olímpica na cerimônia de abertura.
Por Chris Buckley