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Materazzi apresentou sua versão à Fifa na sexta-feira, e Zidane irá até lá na quinta, mas não encontrará mais com o italiano. Na semana passada, em entrevistas à TV francesa, Zidane reclamou de "ofensas muito graves" feitas por Materazzi a sua irmã e a sua mãe. Materazzi negou que tenha ofendido a mãe de Zidane, que estava hospitalizada no dia do jogo, mas admitiu ter feito insultos "que se ouvem normalmente nos estádios".
Um porta-voz da Fifa disse que a entidade não vê mais a necessidade de acareação, até porque as versões de ambos são parecidas - os dois dizem que o desentendimento começou depois que Materazzi puxou a camisa de Zidane e o francês ofereceu uma troca para depois da partida - atitude chamada de "arrogante" pelo italiano.
Zidane comparecerá à sede da entidade acompanhado do presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Jean-Pierre Escalettes. O lance provocou sua expulsão e também o fim de sua carreira, que já estava prometido para depois da Copa do Mundo. Premiado com a Bola de Ouro como melhor jogador do Mundial, votação da qual participam jornalistas de todo o mundo, ele corre o risco de ter a honraria cassada pela Fifa, que se dá o direito de interceder para preservar "o comportamento ético no esporte".
Materazzi também pode ser punido - Zidane, na entrevista, disse: "Os provocadores também devem ser punidos, pois sem a provocação não haveria a reação". Dirigentes italianos, no entanto, pedem inocência ao zagueiro, afirmando que não há como coibir o tempo todo o que os jogadores dizem em campo.