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Kanouté diz que agressão no Togo foi o pior momento de sua carreira
Ter, 16 Out - 11h52

Sevilha (Espanha), 16 out (EFE).- O atacante malinês Frederic Kanouté, do Sevilla, afirmou hoje que a agressão da torcida do Togo aos jogadores da seleção e torcida de seu país foi o pior momento de sua carreira.

"Sem dúvida, foi o pior momento. Nunca vi este tipo de coisa acontecer em campo. Estava muito triste depois da partida, não tinha como ficar feliz pela vitória", disse, lembrando que a vitória de 2 a 0 classificou o Mali à próxima edição da Copa Africana de Nações.

Segundo palavras de Kanouté, no fim da partida os torcedores entraram em campo muito nervosos com a derrota do Togo, e as coisas foram piorando à medida que os minutos passavam.

"Não sabíamos como voltaríamos ao vestiário, porque estávamos no meio do campo e a torcida vinha para cima de nós", disse o jogador do Sevilla, que levou uma pancada nas costas e precisou levar pontos.

Kanouté também falou sobre o atacante Mamadi Sidibé, seu companheiro de seleção e que foi esfaqueado num braço, precisando ser operado.

"Ele está bem. Foi operado na volta ao Mali e agora está na Inglaterra, mas não poderá jogar em um ou dois meses", explicou Kanouté, que exige medidas da Fifa.

O jogador disse que o incidente ocorreu porque o Togo acabou eliminado com a derrota, mas que poderia ocorrer se fosse em outro país da África - inclusive no Mali.

Além disso, ele lembrou que incidentes deste tipo não ocorrem apenas na África, e que estádios de Espanha e Itália também registram incidentes como estes.

Kanouté comentou que, na sua opinião, não houve policiais suficientes para defender os jogadores do Mali quando a torcida invadiu o gramado "Sabíamos que teríamos problemas se vencêssemos, mas nem tanto.

Porém, também tínhamos certeza que, se perdêssemos, passaríamos maus bocados no Mali", disse.

O atacante reconheceu que, diante de incidentes como este, os jogadores do Mali que atuam na Europa questionam se é conveniente defender a seleção, mas esclareceu que todos querem atuar pelo país e estão felizes por isto.

Ele também lamentou que a classificação à Copa Africana de Nações o fará perder pelo menos um mês no Sevilla, mas lembrou que são coisas do calendário.

"Sinto muito. Gostaria de defender as duas equipes, mas não pode ser. Quero jogar pelo Sevilla e também na Copa Africana de Nações porque é uma competição muito importante", ressaltou. EFE md dp

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