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QUITO (AFP) - O técnico do Equador, o colombiano Luis Fernando Suárez, disse nesta quinta-feira que não pensa em renunciar ao cargo, apesar das derrotas para Brasil (5-0) e Venezuela (1-0) pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa da África do Sul-2010.
"Não, absolutamente não", afirmou o técnico com um tom frio, ao ser perguntado se tinha passado por sua cabeça renunciar depois da goleada que sofreu do Brasil, na noite de quarta-feira no estádio do Maracanã, pela segunda rodada das eliminatórias.
O Equador sentiu falta de um poder ofensivo, que não tem desde a Copa América da Venezuela-2007, onde foi o último de seu grupo com três derrotas consecutivas.
Depois do Mundial da Alemanha-2006, no qual os equatorianos chegaram às oitavas-de-final, onde perderam para Inglaterra por 1-0, o atacante Agustín Delgado - maior artilheiro do Equador nas eliminatórias e na Copa alemã - se afastou da seleção por causa de contusões.
Suárez mostrou seu interesse no retorno de Delgado, que nas eliminatórias passadas marcou 16 gols. "Nós queremos que ele volte, espero que ele esteja com boa disposição para retornar", disse o técnico.
Entretanto, o vice-presidente da Federação Equatoriana de Futebol (FEF), Carlos Villacís, afirmou que "em momentos como este é preciso ter a cabeça fria".
"É um resultado que demite técnicos", disse nesta quinta-feira um repórter de uma emissora de rádio ao falar da goleada brasileira, enquanto um torcedor, ouvido por uma emissora de televisão, foi taxativo: "o técnico tem que ir embora, é de lei".
As críticas também foram duras para o goleiro Daniel Viteri, que se tornou titular depois que os argentinos naturalizados equatorianos Marcelo Elizaga e Javier Klimowicz foram afastados por causa de lesões antes do jogo contra a Venezuela.
O Equador, que está em último na classificação, enfrentará o Paraguai em Assunção (17/11) e o Peru, em Quito (20 ou 21/11), pelas terceira e quarta rodadas das eliminatórias, respectivamente.