Artilheiros

1930
Stabile (Argentina), 8 gols
Nome completo: Guillermo Stabile
Nascimento: 17/01/1906, em Buenos Aires
Clubes: Huracán, Genoa-ITA, Napoli-ITA e Red Star-FRA

Tinha por característica entrar no meio das defesas adversárias sem perder o domínio da bola, o que lhe valeu o apelido de “Infiltrador”. Depois do Mundial, o atacante se transferiu ao Genoa. Em 1940, se tornou técnico da seleção argentina, cargo que manteve até 1958, após a péssima campanha da seleção na Copa da Suécia.

1934
Nejedly (Tchecoslováquia), 5 gols
Nome completo: Guillermo Stabile
Nascimento: 13 de dezembro de 1909, em Praga
Clubes: Sparta Praga

Centroavante técnico, mas que sabia utilizar seu porte físico; jogou 44 vezes pela seleção da Tchecoslováquia, incluindo as Copas de 1934 e 1938. Defendeu apenas um clube durante toda sua carreira e é o terceiro maior artilheiro da história da seleção tcheca.

1938
Leônidas (Brasil), 7 gols
Nome completo: Leônidas da Silva
Nascimento: 6 de setembro de 1913, no Rio de Janeiro
Clubes: Bonsucesso, Peñarol-URU, Vasco, Botafogo, Flamengo e São Paulo

Rápido, ágil, habilidoso e oportunista, é considerado até hoje um dos maiores atacantes do futebol brasileiro em todos os tempos. Seu apelido, “Diamante Negro”, foi utilizado para nomear um chocolate. No Brasil, Leônidas também é conhecido como inventor da bicicleta, façanha contestada em outros países.

1950
Ademir (Brasil), 9 gols
Nome completo: Ademir de Menezes
Nascimento: 8 de novembro de 1922, em Recife
Clubes: Sport, Vasco e Fluminense

Por causa de seu maxilar avantajado, foi conhecido como “Queixada”. Foi um dos principais jogadores do Brasil na década de 1940, liderando o “Expresso da Vitória”, grande equipe do Vasco na época. Em 1946, o técnico Gentil Cardoso chegou ao Fluminense e disse: “Dêem-me o Ademir que eu lhes darei o título”. O atacante foi contratado e o Tricolor ganhou o estadual daquele ano.

1954
Kocsis (Hungria), 11 gols
Nome completo: Sándor Kocsis
Nascimento: 30 de setembro de 1929, em Budapeste
Clubes: KTC, Ferencváros, Honvéd, Young Fellows e Barcelona

Ao lado de Puskas, Bozsik, Hidegkuti e Czibor, formava a base da seleção da Hungria dos anos 50. Especialista no jogo aéreo, era chamado de “Cabeça de Ouro”. Em 1956, após a invasão de Budapeste por parte de tropas soviéticas, Kocsis decidiu deixar seu país. Teve uma rápida passagem pela Suíça antes de ingressar no Barcelona, onde encerrou a carreira. Em 1978, um problema de irrigação sangüínea levou à amputação de uma de suas pernas. Pouco depois, teve diagnosticado um câncer. Suicidou-se jogando-se da janela de seu quarto no hospital.

1958
Fontaine (França), 13 gols
Nome completo: Just Fontaine
Nascimento: 18 de agosto de 1933, em Marrakesh-MAR
Clubes: KAC Marrakesh-MAR, Nice e Stade de Reims

É o maior artilheiro em uma única edição de Copa do Mundo. Nascido em Marrocos, sempre defendeu a seleção do país de seu pai. No Mundial da Suécia, Fontaine marcou gol em todos os jogos da França, sendo que, apenas contra a Alemanha Ocidental, anotou quatro. Encerrou a carreira com 27 anos após sofrer duas fraturas da tíbia em um curto período de tempo. Depois, passou a se dedicar ao sindicato dos jogadores franceses.

1962
Garrincha (Brasil), 4 gols
Nome completo: Manoel dos Santos
Nascimento: 28 de outubro de 1933, em Magé-RJ
Clubes: Botafogo, Corinthians, Portuguesa-RJ, Atlético Junior-COL, Flamengo e Olaria-RJ

No Brasil, muitos consideram Garrincha o segundo melhor jogador de todos os tempos, abaixo apenas de Pelé. Driblador inveterado e irreverente, o ponta-direita fez praticamente toda sua carreira no Botafogo. Defendeu a seleção nas Copas de 1958, 1962 e 1966, sendo que, na segunda, foi o principal responsável pelo título brasileiro, principalmente após a contusão de Pelé ainda na primeira fase. Morreu em 1983, alcoólatra e na miséria.

Vavá (Brasil), 4 gols
Nome completo: Edvaldo Izídio Netto
Nascimento: 12 de novembro de 1934, em Recife
Clubes: Sport, Vasco, Atlético de Madri, Palmeiras, América-MEX, San Diego-EUA e Portuguesa

Oportunista, ganhou o apelido de “Peito de Aço” pelo seu estilo trombador. Curioso é que, no início da carreira, jogava no meio-campo, só passando para o ataque após a transferência para o Vasco. Ao lado de Breitner, é um dos dois jogadores a marcar gol em mais de uma final de Copa.

Drazan Jerkovic (Iugoslávia), 4 gols
Nome completo: Dragan Jerkovic
Nascimento: 6 de agosto de 1936, em Sibenik (atual Croácia)
Clubes: Dinamo Zagreb e Gent-BEL

É o segundo maior artilheiro da história do Dínamo de Zagreb, com 300 gols. Como técnico, comandou as três primeiras partidas da seleção da Croácia após a separação das repúblicas iugoslavas. Algumas fontes o consideram artilheiro único da Copa de 1962, com 5 gols. A diferença deve-se ao primeiro jogo da Iugoslávia naquele Mundial. Jerkovic e Galic fizeram dois gols cada, mas um dos gols de Galic teria sido marcado por Jerkovic. Em 1990, a Fifa reconheceu o equívoco e oficializou que o croata foi artilheiro isolado da Copa de 1962, mas o site da entidade o coloca ao lado de Garrincha, Ivanov, Albert, Vavá e Leonel Sánchez com 4 tentos.

Albert (Hungria), 4 gols
Nome completo: Florian Albert
Nascimento: 15 de setembro de 1951, em Hercegszants
Clubes: Ferencváros

Maior jogador húngaro após a geração de Puskas e Kocsis. Ficou conhecido no Brasil por comandar a vitória da Hungria sobre a seleção na Copa de 1966. Em 1967, foi eleito jogador do ano pela revista France Football.

Ivanov (União Soviética), 4 gols
Nome completo: Valentin Ivanov
Nascimento: 19 de novembro de 1934, Moscou
Clubes: Torpedo Moscou

Jogador que variava entre a meia direita e o ataque, tinha capacidade de armar e concluir jogadas. Um dos maiores jogadores do futebol soviético, foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Melbourne em 1956 e campeão da Eurocopa de 1960. Seu jogo de despedida, em 1966, teve 100 mil espectadores.

Sánchez (Chile), 4 gols
Nome completo: Leonel Sánchez Linero
Nascimento: 25 de abril de 1936
Clubes: Universidad de Chile, Colo Colo, Palestino e Ferrobádminton

Dono de um forte chute de esquerda, Leonel Sánchez foi um dos maiores ídolos da Universidad de Chile. Meia-esquerda de origem, mas, como não tinha características de armador, foi se deslocando para a ponta. Entrou para a história do futebol chileno ao marcar o gol da vitória sobre a União Soviética, nas quartas-de-final, levando seu país para a semifinal.

1966
Eusébio (Portugal), 9 gols
Nome completo: Eusébio da Silva Ferreira
Nascimento: 25 de janeiro de 1942, em Manfala-MOÇ
Clubes: Sporting Lourenço Marques-MOÇ, Benfica, Monterrey-MEX, Toronto Metros-Croatia-CAN, Beira Mar, Boston Minutemen-EUA, New Jersey Americans-EUA e Las Vegas Quicksilver-EUA

Maior jogador da história do futebol português, Eusébio nasceu em Moçambique, na época colônia de Portugal. Centroavante típico, com habilidade, oportunismo e chute potente, tornou-se jogador símbolo do Benfica, onde atuou durante quase toda sua carreira. Apelidado de Pantera Negra, é o terceiro maior artilheiro da Copa dos Campeões (atrás apenas de Raúl e Di Stéfano) e protagonista de algumas das principais glórias da seleção portuguesa e do Benfica.

1970
Gerd Müller (Alemanha Ocidental), 10 gols
Nome completo: Gerhard Müller
Nascimento: 3 de novembro de 1945, em Zinsen
Clubes: Nördlingen, Bayern de Munique, Fort Lauderdale Strikers-EUA e Smith Brother Lounge-EUA

É o maior artilheiro de todas as Copas, com 14 gols (10 em 1970 e 4 em 1974). Relativamente baixo para um atacante (1,74 m), primava pelo oportunismo e bom posicionamento na área. Foi um dos ícones da geração do Bayern de Munique e da Alemanha Ocidental dos anos 70. Ao abandonar a carreira, no futebol dos Estados Unidos, abriu um bar e sofreu com o alcoolismo. Teve seu tratamento bancado por Franz Beckenbauer.

1974
Lato (Polônia), 7 gols
Nome completo: Grzegorz Lato
Nascimento: 8 de abril de 1950, em Mielec
Clubes: Stal Mielec, Lokeren-BEL e Atlante-MEX

Apesar de atuar como ponta-direita e, no final da carreira, no meio-campo, Lato ficou conhecido pela capacidade de marcar gols pelas equipes por onde passou. Porém, não conquistou muitos títulos. Só foram três campeonatos poloneses e uma medalha de ouro olímpica. Além de seus gols, o que também o tornou famoso era a calvície precoce e a baixa estatura (1,75 m) para um atacante.

1978
Kempes (Argentina), 6 gols
Nome completo: Mario Alberto Kempes
Nascimento: 15 de julho de 1954, em Bell Ville
Clubes: Rosario Central, Valencia-ESP, River Plate, Tottenham Hotspur-ING, Hércules-ESP, First Viena-AUT, Sankt Polten-AUT, Krems-AUT e Arturo Fernández Vial-CHI

Teve um início de carreira bastante precoce para a época. Aos 24 anos, já era campeão mundial pela Argentina, artilheiro da Copa e goleador de duas edições do campeonato espanhol. A partir da década de 1980, entrou em decadência e não se estabilizou em nenhum clube. Encerrou a carreira em 1992, mas voltou em 1995 depois de receber um convite de um time da Segunda Divisão chilena.

1982
Paolo Rossi (Itália), 6 gols
Nome completo: Paolo Rossi
Nascimento: 23 de setembro de 1956, em Prato
Clubes: Juventus, Como, LaneRossi Vicenza, Perugia, Milan e Verona

Sempre será lembrado pelos brasileiros como o responsável pelos três gols que determinaram a queda da seleção de Telê Santana na Copa de 1982. Curioso que, até aquele jogo, o atacante não havia marcado nenhum na competição. Fato típico na carreira cheia de oscilações do jogador. Apareceu como fenômeno ao ser artilheiro do campeonato italiano com o LaneRossi Vicenza, justamente na temporada em que levou o pequeno clube ao vice-campeonato. Depois, foi envolvido no escândalo do “totonero”, loteria esportiva clandestina italiana que manipulou o resultado de várias partidas. Foi suspenso por três anos e só jogou a Copa de 1982 porque teve sua pena reduzida.

1986
Lineker (Inglaterra), 6 gols
Nome completo: Gary Winston Lineker
Nascimento: 30 de novembro de 1960, em Leicester
Clubes: Leicester City, Everton, Barcelona-ESP, Tottenham Hotspur e Nagoya Grampus Eight-JAP

Centroavante oportunista, foi considerado um símbolo de fair-play (nunca recebeu cartão por falta cometida). Sua grande temporada foi em 1985-86, quando marcou 40 gols em 42 jogos pelo Everton, o que lhe valeu a titularidade na seleção inglesa que foi à Copa do México e o título de “Jogador do Ano”. Sempre respeitado na Inglaterra pelo seu comportamento fora de campo, hoje Lineker é um dos comentaristas mais importantes da TV britânica.

1990
Schillaci (Itália), 6 gols
Nome completo: Salvatore Schillaci
Nascimento: 1º de dezembro de 1962, em Palermo
Clubes: Messina, Juventus, Internazionale e Jubilo Iwata-JAP

Foi uma das maiores surpresas da Copa de 1990. “Totó” Schillaci estreou na Serie A italiana em agosto de 1989 e, menos de um ano depois, estava entre os 22 convocados por Azeglio Vicini. Então atacante da Juventus, Schillaci se destacava pela voluntariedade, forma com que compensava a limitação técnica e física. Começou o Mundial como reserva, mas, já no primeiro jogo, contra a Áustria, entrou e fez o gol da vitória italiana. Com a má fase da dupla Carnevale-Vialli, Schillaci assumiu um lugar entre os titulares. Depois da Copa, teve dificuldade para controlar seu peso e se recuperar de contusões e nunca mais teve espaço na seleção italiana.

1994
Stoichkov (Bulgária), 6 gols
Nome completo: Hristo Stoichkov
Nascimento: 8 de fevereiro de 1966, em Plovdiv
Clubes: CSKA Sófia, Barcelona, Parma, Al-Helal-ASA, Kashiwa Reysol-JAP e Chicago Fire-EUA

Fez com Romário uma das duplas de ataque mais talentosas e encrenqueiras da história do Barcelona. Em 1985, Stoichkov tinha apenas 19 anos e iniciou uma briga generalizada na final da Copa da Bulgária entre CSKA e Levski Sófia. Foi suspenso pela federação búlgara por um ano. Foi o principal comandante da histórica campanha da Bulgária na Copa de 1994.

Salenko (Rússia), 6 gols
Nome completo: Oleg Salenko
Nascimento: 25 de outubro de 1969, em Leningrado (atual São Petersburgo)
Clubes: Zenit Leningrado, Dínamo Kiev, Logroñés-ESP, Valencia-ESP, Rangers-ESC e Istanbulspor-TUR

Salenko estabeleceu dois recordes na Copa de 1994: foi o maior goleador em uma única partida de Mundial (5 contra Camarões) e o único artilheiro de Copa cuja seleção não passou da primeira fase. Porém, sua carreira não foi muito além desses feitos. Nunca se consolidou na seleção russa (fez cinco partidas e um gol, excluindo a Copa de 94) e nos clubes por que passou. Também tem a curiosa marca de ter atuado uma vez pela seleção da Ucrânia antes de defender a Rússia.

1998
Suker (Croácia), 6 gols
Nome completo: Davor Suker
Nascimento: 1º de janeiro de 1968, em Osijek
Clubes: Osijek, Dynamo Zagreb, Sevilla-ESP, Real Madrid-ESP, Arsenal-ING, West Ham-ING e München 1860

Habilidoso, foi uma das estrelas da geração da Iugoslávia campeã mundial sub-21 em 1987. Ainda defendeu as cores iugoslavas em algumas partidas adultas, mas ficou marcado mesmo por seu papel no renascimento do futebol croata. Sua melhor fase foi na segunda metade da década passada, quando ajudou o Real Madrid a se tornar campeão europeu e mundial.

2002
Ronaldo (Brasil), 8 gols
Nome completo: Ronaldo Luiz Nazário de Lima
Nascimento: 22 de setembro de 1976
Clubes: Cruzeiro, PSV Eindhoven-HOL, Barcelona-ESP, Internazionale-ITA e Real Madrid-ESP

É um dos maiores jogadores nesse início de século. Surgiu como artilheiro do Cruzeiro no Brasileirão de 1993 e, em menos de um ano, já estava na Seleção Brasileira. Foi apelidado de “Fenômeno” pela imprensa espanhola durante a grande temporada que teve no Barcelona. Foi eleito melhor jogador da Copa de 1998 pela Fifa, mas teve problemas no joelho após o torneio. Recuperou-se, mas contundiu-se gravemente logo em sua primeira partida. Chegou-se a se falar no fim de sua carreira, mas Ronaldo retornou e, em 2002, foi artilheiro da Copa com 8 gols, igualando Pelé como maior goleador do Brasil em Mundiais e terceiro maior do mundo.

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