

A seleção voltou em 1950, no Brasil, e fez bonito na primeira fase, vencendo todas as suas partidas para sair em primeiro no Grupo 2. A etapa seguinte, porém, ocorreu o inverso. Empatou com o Uruguai e sofreu uma goleada por 6 a 1 contra o Brasil no Maracanã. No último jogo, uma derrota para a Suécia deixou a Fúria em quarto lugar na Copa, sua melhor campanha até hoje.
Após ausentarem-se por dois Mundiais, os espanhóis voltaram em 1962, no Chile, e foram muito mal. Perderam para a Tchecoslováquia na estréia e venceram o México no segundo jogo, mas caíram perante o Brasil, que os eliminaria ainda na fase de grupos. Em 66, a campanha foi idêntica: estréia com derrota para a Argentina, vitória sobre a Suíça no jogo seguinte e derrota para a Alemanha Ocidental na decisão do grupo.
Passaram-se 12 anos até a Espanha fazer sua quinta participação, em 1978. E, a partir de então, a Fúria marcou presença em todas as Copas. No Mundial da Argentina, o time perdeu para a Áustria por 2 a 1 na estréia, empatou sem gols com o Brasil e venceu a Suécia na despedida do grupo, ficando em terceiro e voltando para casa. Dona da casa em 1982, a Fúria estreou com um empate com Honduras em Valência. No mesmo lugar, o time derrotou a Iugoslávia em seguida e perdeu para a Irlanda do Norte, suficiente para se classificar à segunda fase em segundo lugar. No Grupo 2, porém, perdeu por 2 a 1 para a Alemanha Ocidental, empatou com a Inglaterra e foi eliminada.
Em 1986, a seleção, enfim, fez jus ao seu apelido. Com uma de suas melhores formações na história, incluindo o goleiro Zubizarreta e o atacante Butragueño, a Espanha fez bonito. Perdeu para o Brasil por 1 a 0 na estréia, mas derrotou a Irlanda do Norte e a Argélia para avançar à segunda fase como segunda colocada. Nas oitavas-de-final, o adversário era a Dinamarca, apelidada “Dinamáquina” após atropelar o Uruguai por 6 a 1 na primeira fase. A Fúria espanhola virou o feitiço dos dinamarqueses contra os feiticeiros e fez 5 a 1, avançando às quartas. A Bélgica estava no caminho e os dois times empataram em 1 a 1 no tempo normal, resultado que persistiu por toda a prorrogação. Nos pênaltis, os Belgas venceram por 5 a 4 e avançaram às semifinais.
Ainda com boa parte da geração de 1986 no time, a Espanha passeou na primeira fase em 90, na Itália. Fora um empate sem gols com o Uruguai, passou por Bélgica e Coréia do Sul para sair como líder do Grupo E. Nas oitavas, empatou no tempo normal com os iugoslavos, mas perdeu na prorrogação. Em 94, os espanhóis começaram a Copa empatando com a Alemanha e com a Coréia do Sul, mas derrotaram a Bolívia para assegurarem o segundo lugar e passarem às oitavas. O rival em Washington foi a Suíça, facilmente derrotada por 3 a 0. O confronto seguinte, com a Itália, foi dramático. Só se decidiu com um gol de Roberto Baggio com três minutos para o fim.
Na França, em 1998, a seleção chegou à Copa como uma das favoritas ao título, após boa campanha nas eliminatórias européias. O time, porém, caiu no “grupo da morte” do torneio, com os fortes Nigéria, Paraguai e Bulgária. O primeiro jogo foi um dos melhores do Mundial na França, mas falhas dos veteranos Zubizarreta e Hierro levaram à vitória da Nigéria por 3 a 2. O time não conseguiu sair do 0 a 0 contra o Paraguai e, em um último esforço desesperado, arrasou a Bulgária, fazendo 6 a 1. Não foi suficiente, pois a Fúria ainda teve menos pontos que os nigerianos e paraguaios e voltou para casa mais cedo. A Copa de 2002 foi bem diferente. A Espanha venceu todos os seus jogos na fase de grupos, inclusive conseguindo a vingança contra o Paraguai, marcando 3 a 1. Nas oitavas, o time empatou no tempo normal e na prorrogação com a Irlanda. Nos pênaltis, os espanhóis avançaram, disputa que seria sua ruína na fase seguinte, quando enfrentou a co-anfitriã Coréia do Sul. O time jogou mal, teve gols anulados durante o tempo regulamentar, e perdeu na disputa de cobranças por 5 a 3.
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