Histórico em Copas
Zidane marca na final de 98. Goleada num abatido Brasil
A maior decepção. Na última Copa, a França saiu na 1ª fase
A França, ligada à origem da Fifa e à primeira partida oficial da história, também teve a honra de disputar o primeiro jogo da Copa do Mundo, em 1930. A estréia foi brilhante, uma goleada por 4 a 1 sobre o México. O resto do torneio, porém, não foi. Derrotas por 1 a 0 para Argentina e Chile eliminaram a França ainda na primeira fase.

Em 1934, na Itália, os franceses mais uma vez não passaram da primeira fase. Em um sistema de mata-mata, os Les Bleus foram eliminados pela Áustria na prorrogação, por 3 a 2. Anfitriões da Copa em 1938, eles passaram pela Bélgica por 3 a 1 na primeira fase e foram eliminados nas quartas-de-final pela Itália pelo mesmo placara, tornando-se os primeiros donos da casa a não conquistarem o título.

Os franceses retornaram em 1954 para outra decepção. Após serem derrotados pela Iugoslávia, venceram o México por 3 a 2, mas foi insuficiente para evitar a eliminação. A participação em 58, na Suécia, foi bem melhor. Os franceses apresentaram um futebol aberto, ofensivo, que encantou o público. O time contava com o artilheiro do campeonato, Just Fontaine, que fez 13 gols, recorde que até hoje não foi superado, e Raymond Kopa, escolhido o melhor jogador do Mundial. A estréia já dava uma mostra do que estava por vir: 7 a 3 sobre o Paraguai. Após perder para a Iugoslávia por 3 a 2, o time derrotou a Escócia por 2 a 1 para se classificar em primeiro no grupo. Nas quartas, a vítima foi a Irlanda do Norte, que foi goleada por 4 a 0. Na famosa semifinal contra o Brasil, o time passou a maior parte da partida com 10 jogadores, já que Jonquet se machucou em lance com Vavá e saiu – na época, substituições não eram permitidas. O Brasil venceu por 5 a 2 e os franceses conquistaram o terceiro lugar ao golearem a Alemanha por 6 a 3.

Os Les Bleus ficaram de fora em 1962 e voltaram em 66, quando foram eliminados na fase de grupos, após empate com o México na estréia e derrota para Uruguai e Inglaterra. Após 12 anos de ausência, a seleção francesa retornou em 1978, na primeira Copa da geração de Michel Platini. Derrotados pela Itália e pela Argentina, venceram a Hunrgia por 3 a 1 para ficarem em terceiro no Grupo 1 e serem eliminados.

Em 1982, na Espanha, Platini estava em seu auge e a seleção chegou como uma das favoritas. Porém, a estréia foi ruim, com uma derrota por 3 a 1 para a Inglaterra. A vitória por 4 a 1 sobre o Kuwait e o empate em 1 a 1 com a Tchecoslováquia levaram o time à segunda fase. Vitórias sobre Áustria, por 1 a 0, e Irlanda do Norte, por 4 a 1, colocaram a França na semifinal frente à Alemanha Ocidental. Em um dos jogos mais emocionantes da história, a equipe empatou por 1 a 1 no tempo normal e 3 a 3 na prorrogação. Nos pênaltis, os franceses foram eliminados por 5 a 4. Na decisão de terceiro lugar, abatidos, perderam para a Polônia por 3 a 2.

No México, em 1986, Platini teria sua última chance de ser campeão mundial, após conquistar o título europeu em 84. Na primeira fase, a França bateu Canadá e Hungria e empatou com a União Soviética, terminando em segundo no grupo. Nas oitavas, passou pela Itália por 2 a 0, antes de um jogo memorável contra o Brasil nas quartas. Careca abriu o placar para os brasileiros aos 17 minutos do primeiro tempo e Platini empatou aos 40. Zico, especialista em bolas paradas, perdeu um pênalti no segundo tempo do jogo. A partida foi para os pênaltis. Zico marcou, Platini errou, e após cobranças ruins de Sócrates e Júlio César, Fernandez fez o gol da classificação francesa, por 4 a 3. Nas semifinais, porém, a França reencontrou a Alemanha Ocidental e perdeu por 2 a 0. Na decisão do terceiro lugar, derrotou a Bélgica na prorrogação por 4 a 2.

Seriam mais 12 longos anos antes do retorno às Copas, mas a espera valeu a pena. Em 1998, “o dia da glória chegou”, como diz “La Marseillaise”, hino da França, no Stade de France, construído em Paris para receber a Copa. A fase de grupos foi animadora, com três vitórias convincentes sobre África do Sul (3 a 0), Arábia Saudita (4 a 0) e Dinamarca (2 a 1). A notícia ruim ficou pela expulsão do líder Zidane contra os sauditas, que o deixou de fora por dois jogos. Os franceses sentiram sua falta contra o Paraguai, quando sofreram para furar o bloqueio de Gamarra e companhia. O gol saiu apenas no segundo tempo da porrogação, com Laurent Blanc. Zidane voltou contra a Itália nas quartas-de-final, mas não adiantou muito: o jogo terminou empatado em 0 a 0 e foi resolvido nos pênaltis. Vitória por 4 a 3 da França. Na semifinal, contra a sensação Croácia, o time saiu atrás, gol do artilheiro da Copa, Suker, no primeiro minuto do segundo tempo. O lateral Lilian Thuram, que nunca havia marcado um gol pela seleção, empatou um minuto depois e fez o gol da vitória aos 24. Na final, contra um Brasil abatido e empurrados pela apaixonada torcida, os Les Bleus fizeram 2 a 0 no primeiro tempo e desperdiçaram várias oportunidades. No segundo tempo, encolhida em seu campo e com um a menos desde os 23 da segunda etapa, a França ainda marcou outro, com Petit, em contra-ataque no último minuto de jogo, para coroar a vitória por 3 a 0 e o primeiro título mundial da França.

Na próxima Copa, em 2002, o time fracassou em sua defesa do título. Considerados favoritos após o título na Eurocopa de 2000, a França fez seus dois primeiros jogos sem Zidane, machucado. Na estréia, foi surpreendida pela sensação do torneio, Senegal, por 1 a 0. Após um empate em 0 a 0 com o Uruguai, Zidane voltou no sacrifício contra a Dinamarca, mas não adiantou: os dinamarqueses fizeram 2 a 0 para tornar os franceses os primeiros defensores de título a terminar a Copa seguinte sem marcar gols.

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